Do poema,nasce das entranhas do poeta,
das tristezas, nasce do brotar das lágrimas,
de mim, saem as palavras...
Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Olhos inundados reli trechos do livro. Uma rememoração sensitiva do que éramos nós, dois irmãos.
À luz das conseqüências das atividades demasiadamente humanas. E quantas vezes sentei-me na beira daquela piscina esperando?
De uma tentativa débil de reviver algo que já passou.
Passou?
“Só tem valor aquilo que pesa” Beethoven
Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010
"No entanto, muita coisa que não se sustenta... não cai. É a insustentável leveza, o apogeu, a iminência da queda num abismo qualquer"
Essa descrição está em uma comunidade do Orkut. Diz muito.
No entanto, muita coisa que não se sustenta... não cai. Quando eu penso que acabou, que não tem mais nada que segure, por que não tem consistência, NÃO CAI. Citando Marx, tudo o que é SÓLIDO desmancha, no AR.
É a insustentável leveza, o apogeu, a iminência da queda num abismo qualquer. O que parece extremamente leve, é insustentável. Exatamente assim. É exatamente o que acontece. A aparente levezaque não se sustenta mais. E por isso é a iminência da queda. A qualquer momento pode cair.
Só não me diga que eu não lhe avisei.
Sábado, Janeiro 30, 2010
Uma coisa é conveniência, outra coisa é prazer!!
e no final das contas vira costume. E o prazer continua sendo prazer.
Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
A Carta
continua...
A carta já foi escrita. reescrita. editada, amassada, dispensada, odiada, e por fim, apenas linhas "desconexadas" . Traduzir não dá, por isso, cito Djavan: "nem que eu bebesse o mar, encheria oque eu tenho de fundo!"
Hoje eu fui vítima das redes sociais e pude comprovar como nossas intimidades na Internet são de vidro.
É fato que cada movimentação que fazemos na Internet é devidamente registrada e rastreada pelos servidores que nos permitem navegar pelo mundo virtual. Nada passa desapercebido pelos grandes conglomerados que controlam o nosso acesso à Internet.
Mesmo uma olhadela distraída em um site qualquer é registrada num banco de dados que utiliza nossos “rastros” para posteriormente traçarem um “perfil” de cliente e utilizarem nossas informações tanto pessoais, quanto públicas para nos mandarem aqueles spans, pop up’s e propagandas que seriam de nosso sumo interesse.
Paula Sibilia estava certa quando falava que a contemporaneidade se vive nas intimidades de vidro, nas casas de vidro, onde “olhos” sempre estarão atentos a nos vigiar. Nos bancos passamos por portas giratórias vigiadas por seguranças, nos caixas eletrônicos somos filmados pelas micro-câmeras,nos supermercados, hospitais, prisões, enfim, como relembra George Orwell saímos da sua cidade imaginária de controle , e entramos no que vários autores chamam de sociedade disciplinar.
Ao me inserir no mundo virtual eu tinha noção que estava mergulhando numa “terra de ninguém” e que as informações ao meu respeito que eu postava em meu blog pessoal, poderia ser vistas – e agora numa gíria do Twwiter- e seguidas por qualquer pessoa em qualquer parte do planeta que se conectasse à Internet. Assim como Sibilia assinala em seus textos sobre blog, weblogs não estamos invisíveis. Apesar dela e Raquel Recuero afirmarem em seus estudos que o que legitima nossa existência virtual são os comments feitos às nossas postagens, hoje de manhã cedo eu me deparei com uma situação inusitada.
Meus textos saíram do mundo virtual e vieram de encontro à mim na realidade. Eu sou uma bloggeira atípica, porque apesar de querer que opinem sobre meus textos, não gosto de divulgar o endereço de meu blog justamente porque ele funciona como um diário pessoal e virtual que eu coloco meus pensamentos, alegrias e frustrações do dia-a-dia, logo coisas deveras pessoais que eu apenas gosto de ler e reler num meio diferente do papel e da caneta usuais.
Escrevi um texto contando alguns fatos, - logicamente que preservei os personagens reais citados mudando seus nomes-, mas não pude escapar dos “olhos vigilantes do outro”, que enfim, e – ao vivo - me deram minha legitimidade do mundo virtual. A irmã de um dos personagens simbólicos de meus textos viu, leu e mostrou a algumas pessoas – inclusive um dos quais faço a caricatura no texto- que hoje de manhã, veio me agradecer (?) pela homenagem (??). Confesso que foi indigesto. Era como se – mais uma vez- algo que era meu, pessoal, restrito e intransferível fosse coletivizado, dividido, socializado. Dessa vez o gosto da fama (?!) não caiu muito bem. A surpresa foi maior, fui pega desprevenida, NUNCA imaginei que nenhuma das minhas caricaturas fosse ler aquela anedota inocente. Pelo visto, como previu (?) Orwell, vivemos vigiados pelo Grande Irmão, Big Brother ou no meu caso, pela Little Sister.